Edjane Cunha, viúva de Cleriston Pereira da Cunha, o “patriota” que estava preso pelos atos de 8 de janeiro e morreu no presídio da Papuda em novembro após passar mal, acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A viúva de “Clezão” protocolou uma representação na PGR na última quarta-feira (6) pedindo a perda do cargo de ministro do STF.
Ela também sustenta que Moraes incorreu em crimes com penas que vão de 10 a 31 anos de prisão, segundo Paulo Capelli, do portal Metrópoles,.
A defesa da viúva diz que Moraes cometeu “maus-tratos em modalidade qualificada, abuso de autoridade e tortura”, e que o magistrado assumiu “conduta omissiva dolosa”.
Ainda, que o magistrado teria violado 32 dispositivos legais ao manter Cleriston preso mesmo dois meses após parecer da PGR favorável à soltura.
A mulher diz, na representação, que seu marido “sequer conseguia caminhar para os banhos de sol”. “Incorre o ministro Alexandre de Moraes na pena de reclusão de 10 anos e 11 meses a 31 anos e 11 meses mais a perda definitiva do cargo de Ministro e o respectivo impedimento para exercer a Magistratura depois de cumprida a pena privativa de liberdade, que deve ser iniciada em regime fechado”, diz trecho do documento protocolado.
A viúva pede à PGR que formalize denúncia contra Alexandre de Moraes junto ao STF, em caso inédito que seria julgado pela própria Suprema Corte.
Edjane está sendo representada pelo advogado Tiago Pavinatto, que é ex-comentarista da Jovem Pan e foi afastado da emissora após se recusar a fazer uma retratação ao vivo por ter disparado comentários ofensivos sobre o desembargador Airton Vieira, do TJSP.
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(Imagens: ALEJANDRO ZAMBRANA/TSE)

