Na última sessão plenária da Câmara de Vereadores de Petrolina, realizada nesta terça-feira (24), mais uma controvérsia tomou conta do ambiente político local. O protagonista da vez foi o pastor Edilson de Lira, que representa a comunidade evangélica da região. Suas declarações sobre a Ilha do Massangano foram consideradas “infelizes” tanto pela bancada de oposição quanto por alguns membros do governo.
O pastor fez uma comparação entre a Ilha do Massangano e a Ilha de Marajó, no Pará, referindo-se à “degradação moral” e ao “pecado” na comunidade. Para contextualizar, a Ilha de Marajó é hoje amplamente reconhecida por seus problemas relacionados à prostituição infantil, um ponto que gerou grande repercussão nas redes sociais e que, claro, ecoou na Casa Plínio Amorim.
O embate ganhou novo fôlego quando o vereador Professor Gilmar Santos (PT) apresentou o Requerimento nº 044/2026, que pede uma moção de solidariedade ao povo da Ilha do Massangano, um lugar que ele considera um berço da cultura popular de Petrolina. Para Gilmar, ao invés de pedir desculpas por suas palavras, o pastor Edilson tornou-se uma figura polarizadora, inflamando sua comunidade em nome da intolerância. Ele aproveitou para ressaltar que, em todas as votações referentes à Igreja Verbo da Vida, a qual Edilson faz parte, ele sempre se posicionou a favor. No entanto, a falta de respeito demonstrada em relação aos moradores da Ilha do Massangano não seria tolerada.
Além disso, Professor Gilmar enfatizou a importância de se debater a questão de forma mais ampla, clamando por políticas públicas que atendam à comunidade da ilha, que se encontra em situação de vulnerabilidade em áreas como habitação e saneamento básico. Essa sessão da Câmara, com certeza, prometeu ser apenas o início de uma discussão mais profunda sobre a realidade e os desafios que a Ilha do Massangano enfrenta.


